quarta-feira, 24 de março de 2010

Pé pra cima.

A bota empoeirada. A lambreta suja, tanque vazio. Óculos limpos, mas não enxergam.

Coloco o pé pra cima e deixo.

Suor na testa, tempo quente esse.

Estou inquieto, algo acontece, mas não sei o quê.

Vontade de sair por aí, mas não dá, não agora, é preciso ficar.

Queria ser Cowboy!

Se eu tivesse uma Indian 1942... Para andar por aí... Assim.

Mas não tenho uma Indian, então volto pro que é meu...

Volto pro pé pra cima, volto pro calor chato daqui. Volto pros dias difíceis atuais.

Mas volto!

Volto, porque aqui tem gente esperando, tem gente querendo ouvir o ronco da lambreta.

Mas ta quente sim! O pé pra cima ta gostoso, a bota é quente.

Esses dias fui pra lá remando, hoje vou acelerando. Mas a Fé é a mesma.

Vou apontar pra lá! Ajustar o capacete e acelerar. Rumo certo. Sem receio. Sem corte. Plano seqüência. Vai ser bonito.



"Os dias que eu me vejo só, são dias que eu me encontro mais, e mesmo assim eu sei tão bem, existe alguém pra me libertar".

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7 comentários:

  1. Ai, queria ser artista de cinema!
    Inês.

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  2. Mas ser cowboy também não envolve calor, pé pra cima e bota quente em algum momento?
    Eu queria ser mais. Assim, só mais. Mais paciente, mais criativa, mais inventiva. Mas isso tudo eu ainda posso ser... não posso? Acho que até você pode ser cowboy se quiser.. rs
    Cowboy da cidade.

    Beijos!

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  3. A chance do sonho é a chance do reencontro com nós mesmos!

    Um abs meu caro amigo...

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  4. Sem querer acabamos levando uma vida de cowboy. Pelo menos no aspecto de ter que laçar touros e touros indomáveis....lutar contra índios revoltos...

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  5. Ju, esse caminho lúdico pelo qual teus posts estão andando, é muito, muito bom. Parabéns!

    Beijo,

    ℓυηα

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  6. mas, por favor, cuidado com o retrovisor!

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