João viu Marias nas músicas de Chico e desejou-as.
Na tela de Pedro, João também sonhou. João sempre quis uma Maria daquela.
Marias de Pedro e Chico. Sonhos embalados por Roberto.
Maria por sua vez também sonhava.
Ela sempre quis um João daqueles, sempre imaginou João, embalada ao som do pedacinho de pau (aquele que as águas de Março carregam).
João e Maria.
João nunca se ligou muito no pedacinho de pau.
Maria nunca nem percebeu as cores de Pedro.
Mas Chico era gosto comum. Nas coisas de Chico, João imaginava sua Maria daquele jeito. Maria se imaginava ali. Era tudo feito a ela.
João e Maria têm algo em comum, algumas coisas não. Vivem assim, sem mistérios, sem mentiras, sem coisas da vida.
Vivem ouvindo Chico e pedacinho de pau, admiram Pedro e suas Marias...
Ora são Maria e João, ora João e Maria.
"Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido"
sábado, 13 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sobre a culpa.
Olhando assim de cima parece estar cheia.
Quando olhamos de lado, assim de normal, a taça está pela metade.
De vinho.
Quando a gente olha da gente tudo parece certo, na medida, completo, cheio.
Mas dando um passo atrás. Pronto! Tudo fica real.
Vendo a taça de cima (aparentemente cheia), ombros caídos do peso, do passo (mal dado), da carga, da vida, do mundo.
Cabeça que pesa. Desgastado, fragilizado, derrotado, cansado, o peso da cruz faz a diferença nessa hora.
Cruz que pesa. Pesou há muito tempo atrás, ainda pesa o mesmo tanto.
Cruz que pesa. Ombro que não agüenta. Taça abaixo da cruz. Vinho pela metade.
Meio bebido, meio tomado.
Pescoço que não agüenta o peso da cruz a mergulha no vinho.
Cruz mergulhada no vinho, no sangue.
Ao levantar a camisa está manchada de sangue! De vinho?
Altura do coração.
[Cena do filme nunca terminado].
Peso da culpa!
Culpa que carregaram numa via. Ainda não paramos de carregá-la.
A cruz.
O vinho.
A via.
A culpa.
A desculpa.
O ombro.
O peso.
O mundo.
É! Foi a Coca-Cola [ou o Lynch].
Quando olhamos de lado, assim de normal, a taça está pela metade.
De vinho.
Quando a gente olha da gente tudo parece certo, na medida, completo, cheio.
Mas dando um passo atrás. Pronto! Tudo fica real.
Vendo a taça de cima (aparentemente cheia), ombros caídos do peso, do passo (mal dado), da carga, da vida, do mundo.
Cabeça que pesa. Desgastado, fragilizado, derrotado, cansado, o peso da cruz faz a diferença nessa hora.
Cruz que pesa. Pesou há muito tempo atrás, ainda pesa o mesmo tanto.
Cruz que pesa. Ombro que não agüenta. Taça abaixo da cruz. Vinho pela metade.
Meio bebido, meio tomado.
Pescoço que não agüenta o peso da cruz a mergulha no vinho.
Cruz mergulhada no vinho, no sangue.
Ao levantar a camisa está manchada de sangue! De vinho?
Altura do coração.
[Cena do filme nunca terminado].
Peso da culpa!
Culpa que carregaram numa via. Ainda não paramos de carregá-la.
A cruz.
O vinho.
A via.
A culpa.
A desculpa.
O ombro.
O peso.
O mundo.
É! Foi a Coca-Cola [ou o Lynch].
terça-feira, 9 de março de 2010
Jogue Novamente.
Puxei a carta e tirei “Jogue Novamente”.
Meus dados colaboraram, e eis que aqui estou ainda jogando. Vencendo por sinal.
É bom quando temos mais uma chance pra jogar, melhor ainda é quando esta chance é dada por nós mesmos.
Vou lançar o dado, tirar seis, te puxar pelo braço e andar várias casas...
E vamos nós nesse jogo doido.
Adoro jogo! Ainda mais se for da Grow.
Vamos pular casas, tirar a carta REVÉS (que nunca soube o que era) andar pra trás, tirar seis de novo e andar pra frente.
Assim a gente vai jogando né? Aham! Vamos assim.
Tem carta coringa.
Carta do cobrador de hipoteca.
Carta do Sr. Mostarda.
Carta do “perca sua vez”. Nessa a gente espera ta? Logo logo jogamos de novo.
Quando for lançar os dados de novo... Faça graça, faça reza, assopre a mão... Faça tudo, eu gosto.
Puxe a carta! Descarte outra e outra e outra... Até pegar uma legal!
Eu sou legal, às vezes chato, mas te ajudo a pular casas, volto contigo e no final... A gente pode até vencer junto.
Sua vez.
Meus dados colaboraram, e eis que aqui estou ainda jogando. Vencendo por sinal.
É bom quando temos mais uma chance pra jogar, melhor ainda é quando esta chance é dada por nós mesmos.
Vou lançar o dado, tirar seis, te puxar pelo braço e andar várias casas...
E vamos nós nesse jogo doido.
Adoro jogo! Ainda mais se for da Grow.
Vamos pular casas, tirar a carta REVÉS (que nunca soube o que era) andar pra trás, tirar seis de novo e andar pra frente.
Assim a gente vai jogando né? Aham! Vamos assim.
Tem carta coringa.
Carta do cobrador de hipoteca.
Carta do Sr. Mostarda.
Carta do “perca sua vez”. Nessa a gente espera ta? Logo logo jogamos de novo.
Quando for lançar os dados de novo... Faça graça, faça reza, assopre a mão... Faça tudo, eu gosto.
Puxe a carta! Descarte outra e outra e outra... Até pegar uma legal!
Eu sou legal, às vezes chato, mas te ajudo a pular casas, volto contigo e no final... A gente pode até vencer junto.
Sua vez.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Édipo
Reconectar!
O calor dos primeiros momentos da vida. O carinho da voz que embala. O seio fonte de vida!
Eterna busca.
Calor, carinho e vida.
Eterno exemplo.
E assim saímos vida a fora procurando sentir o que já foi sentido. Claro, não encontramos. Aprendemos a substituir, se contentar.
Vamos vivendo.
Mas carregamos toda a lembrança guardadinha lá no fundo da cabeça, essa lembrança é o que nos torna isso que somos, vamos passar a vida toda procurando aquilo que tivemos no começo. Vamos ter novos contatos, novas fontes de vida, novas vozes e novos carinhos.
Alguns irão ser perfeitos, como o que tivemos, outros não. Seremos frustrados.
E assim seremos nós.
Homens. Na eterna busca da mulher primeira.
Pequena homenagem ao dia das mulheres
O calor dos primeiros momentos da vida. O carinho da voz que embala. O seio fonte de vida!
Eterna busca.
Calor, carinho e vida.
Eterno exemplo.
E assim saímos vida a fora procurando sentir o que já foi sentido. Claro, não encontramos. Aprendemos a substituir, se contentar.
Vamos vivendo.
Mas carregamos toda a lembrança guardadinha lá no fundo da cabeça, essa lembrança é o que nos torna isso que somos, vamos passar a vida toda procurando aquilo que tivemos no começo. Vamos ter novos contatos, novas fontes de vida, novas vozes e novos carinhos.
Alguns irão ser perfeitos, como o que tivemos, outros não. Seremos frustrados.
E assim seremos nós.
Homens. Na eterna busca da mulher primeira.
Pequena homenagem ao dia das mulheres
domingo, 7 de março de 2010
Flâneur
A cabeça querendo descansar. Coração sem conseguir pensar direito. Uma agonia danada.
Vou fazendo do jeito que nada se conserta.
Viro sem dar seta, do nada, quem vem atrás se perde. Talvez não seja mesmo bom me seguir.
No silêncio de ontem falei comigo, me ouvi. Foi bom! Eu me disse pra ter cautela, ser sereno e saber que tudo ali tem um propósito.
Não fugir. Essa foi à lição de ontem. Encarar.
Adoro esses encontros.
Pois bem! Saí de lá desarmado. A flor na mão. O Chapéu ajustado. O sapato brilhando.
Fui!
Cheguei, encontrei a Lua, O céu, O sol, a Borboleta. Tudo que é bonito tava lá.
Encontrei tudo.
Não sei se encontrei tudo por causa do antes que foi bom ou se o antes fez sentido por causa do tudo que estava lá... Loucura! Loucura!
Mas mesmo com o bom de antes e com o tudo que estava lá, foi do jeito que foi.
Não entendo.
Ainda não encontro sentido.
"É de mágica... Que eu dobro a vida em flor".
.
Vou fazendo do jeito que nada se conserta.
Viro sem dar seta, do nada, quem vem atrás se perde. Talvez não seja mesmo bom me seguir.
No silêncio de ontem falei comigo, me ouvi. Foi bom! Eu me disse pra ter cautela, ser sereno e saber que tudo ali tem um propósito.
Não fugir. Essa foi à lição de ontem. Encarar.
Adoro esses encontros.
Pois bem! Saí de lá desarmado. A flor na mão. O Chapéu ajustado. O sapato brilhando.
Fui!
Cheguei, encontrei a Lua, O céu, O sol, a Borboleta. Tudo que é bonito tava lá.
Encontrei tudo.
Não sei se encontrei tudo por causa do antes que foi bom ou se o antes fez sentido por causa do tudo que estava lá... Loucura! Loucura!
Mas mesmo com o bom de antes e com o tudo que estava lá, foi do jeito que foi.
Não entendo.
Ainda não encontro sentido.
"É de mágica... Que eu dobro a vida em flor".
.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ah! Se eu fosse Doutor.
Queria ser Doutor!
Queria poder te entender quando diz às coisas pra mim, eu não entendo.
Nem posso te ajudar.
Queria saber de um monte de coisa e pensar e falar um monte de coisa importante pra você, mas não sei.
Tentei ler Freud, Schopenhauer, Nietzsche, Kierkegaard, mas só tentei! Não entendo nada do que dizem.
Não consigo te ajudar!
Como eu queria ser Doutor.
Queria saber te ouvir e no momento certo, dizer algo que mudasse sua vida! Não! Vida é muito, que mudasse pelo menos seu dia.
Queria sim!
Mas não sei. Se pelo menos eu fosse Doutor!
Me da uma agonia danada, quando você diz das suas coisas, e eu fico sem saber o que dizer, nem sei o que pensar!
Como posso te ajudar?
Queria poder te entender quando diz às coisas pra mim, eu não entendo.
Nem posso te ajudar.
Queria saber de um monte de coisa e pensar e falar um monte de coisa importante pra você, mas não sei.
Tentei ler Freud, Schopenhauer, Nietzsche, Kierkegaard, mas só tentei! Não entendo nada do que dizem.
Não consigo te ajudar!
Como eu queria ser Doutor.
Queria saber te ouvir e no momento certo, dizer algo que mudasse sua vida! Não! Vida é muito, que mudasse pelo menos seu dia.
Queria sim!
Mas não sei. Se pelo menos eu fosse Doutor!
Me da uma agonia danada, quando você diz das suas coisas, e eu fico sem saber o que dizer, nem sei o que pensar!
Como posso te ajudar?
terça-feira, 2 de março de 2010
Esperando.
Saia daí e venha logo pra cá. Já deu né?
Deixe a cama dos tempos passados, arrume aí, pois, bem sabe, irá voltar um dia. Só pra dar aquela passada.
Venha rápido, arrume a mala grande que vem vazia. Arrume o cabelo cortado.
Venha logo que a saudade é um negócio chato de sentir.
Traga notícias. Traga vontade.
Deixe o trago aí, pra sempre.
Meu dia vai ser outro, esperando a chegada de quem foi sem querer ir. É! Senti isso àquele dia lá.
Quero ver logo o olho. A mão. A boca... Vai ter sorriso sem graça?
Venha logo!
Sinto falta das coisas...
Do Ai, do Oi, do Hã?
Do: “não me lembro”.
Sinto sim! E agora?
Quero te mostrar o filme que vi anteontem, que fala da mocinha, que não entendia muito da vida, levava-a de uma forma estranha, mas conheceu um rapaz sem querer e gostou dele, mas não sabia muito bem das coisas... E teve um final bem legal! Queria te mostrar, sei que vai gostar. Confie em mim.
Queria tanto me mostrar.
Venha logo sem demora.
Deixe a cama dos tempos passados, arrume aí, pois, bem sabe, irá voltar um dia. Só pra dar aquela passada.
Venha rápido, arrume a mala grande que vem vazia. Arrume o cabelo cortado.
Venha logo que a saudade é um negócio chato de sentir.
Traga notícias. Traga vontade.
Deixe o trago aí, pra sempre.
Meu dia vai ser outro, esperando a chegada de quem foi sem querer ir. É! Senti isso àquele dia lá.
Quero ver logo o olho. A mão. A boca... Vai ter sorriso sem graça?
Venha logo!
Sinto falta das coisas...
Do Ai, do Oi, do Hã?
Do: “não me lembro”.
Sinto sim! E agora?
Quero te mostrar o filme que vi anteontem, que fala da mocinha, que não entendia muito da vida, levava-a de uma forma estranha, mas conheceu um rapaz sem querer e gostou dele, mas não sabia muito bem das coisas... E teve um final bem legal! Queria te mostrar, sei que vai gostar. Confie em mim.
Queria tanto me mostrar.
Venha logo sem demora.
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