quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre as árvores de nossas vidas!


Hoje estou balançando neste galho.


http://www.dosedeinspiracao.com.br/

sábado, 6 de agosto de 2011

Vamos? [velejando].

Ta, vou te ajudar.

Vamos puxar essa âncora. Estique a vela. Isso. Vamos. Força, sozinho também não agüento. Aí, ficou bom!!

Aponta pra lá! O vento faz o resto.

Segure o leme, agora vá só administrando a coisa.

-Mas quem ta guiando? Eu ou o vento?
-Quem guia é você, quem empurra é o vento, o vento faz a parte dele e você a sua.
- Mas se eu for pra lá, foi por minha causa ou por causa do vento?
- O fato de você ter ido, foi por causa do vento, agora o “pra lá”, foi por sua causa.
-Então quer dizer que eu ia de qualquer jeito?
-Sim, iria de qualquer jeito! Mas... Iria pra onde?
-hmm... Entendi. Então “ir pra lá” é um conjunto?
-Isso, é o resultado de “ir” com “pra lá”, como na escrita mesmo.

Então? Vamos pra lá?

Eu entro com o “vamos” e você guia o “pra lá”

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Muda e não muda.

E quando a mudança vem, anunciando uma nova fase, faz aquele alvoroço todo e nada muda? Como é que a gente faz?

Sabe aquelas coisas... começa mudando aqui, depois muda ali... tudo adquire uma nova cor, forma, sentido... Você, simples e tolo mortal, faz um monte plano (no plano das idéias, apenas), imagina um monte de coisa... e pimba!!

Nada acontece.

Mudou e tudo continuou na mesma. Estático. Fincado. Preso.

Coisa doida essa.

Vou seguindo fazendo a minha parte. Limpo meu terreiro. Cuido dos bicho. Não me atraso nos compromissos (poucos que tenho)... Vou fazendo. Um dia a mudança vem à Vera e aí sim.... Algo mudará de verdade.

Hoje é Quarta, não sei por que tem algo bom no ar... Acho que é aquela coisa de energia, aquelas coisas que a gente lê e nunca entende nada. É, deve ser energia, hoje ela está boa para mim.

Mudou. Mas nada mudou. Ou será que mudou e eu não percebi?



“Às vezes... Eu só quero descansar... desacreditar do espelho, ver o Sol se pôr vermelho...” (Vermelho - Marcelo Camelo).


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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aqui, como quem não quer nada

Falei cara, deu coroa.
Disse sim, era pra ter dito não.
Fiquei, era pra ter ido.
Fui... na hora errada.

E assim vou levando, meio trôpego, meio sem jeito, meio cabeludo e meio barbudo.

Percebi o sol ali querendo fugir, talvez como eu, mas chamei pelo nome e quando a gente chama pelo nome o negócio fica sério.

Eu disse: Sol!

Ele olhou, ficou com preguiça e mandou a chuva. Eu, pensando em ter sol tive chuva, como na moeda, pensei cara e deu coroa.

Não estou na vez. Vou ficar por aqui aguardando minha hora chegar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pertencendo

Adoro o cheiro do mato!

Nesse final de semana de quatrocentos e poucos quilômetros de distância, senti o poder que tem o conectar.

Como é bom estar junto!

Tão sábios aqueles que têm o poder e a magia de juntar gente, juntar raízes, contar histórias... Ainda mais quando essas histórias são as nossas.

Senti uma alegria imensa, mesmo vendo tudo do lado de cá. Mesmo não pertencendo me senti pertencido, tamanha a magia do povo. Eita povo que sabe fazer acontecer.

Nos quatrocentos e poucos quilômetros aprendi muita coisa, como por exemplo, ouvir calado, olhar sentindo, tocar sabendo... Aprendi sim.

A secura se manifesta somente no clima, que racha nossa boca e seca o nariz... Acho que com um sábio propósito... Fazer-nos falar menos e sentir mais.

Com o nariz seco a gente cheira mais? Não sei, talvez sim.

É tão bom tudo isso, fazer parte de um pedaço do todo.

Adoro o cheiro do mato, da terra vermelha... Aquele pôr do sol na estrada, o trator sujo de barro, a Belina setenta e poucos conservada... E o Sol que nasceu à nossa frente quando estávamos indo? Será que estávamos no rumo certo? Não era pra nós estarmos indo rumo ao poente?

Foi só uma pequena prova das curvas da vida!

Mesmo a gente indo no rumo certo, tem-se a impressão de estarmos errando ou errado, mas é assim mesmo... No final tudo se ajeita!

É bom demais pertencer.

sábado, 21 de maio de 2011

Mocinha mãe.

Dia bonito hoje, um presente a minha mãe que completa 59 anos! há 59 anos nascia uma menininha, linda, lá no interior do Ceará!

Nasceu e cresceu ali, junto dos bichos (bois, cavalos e afins), subiu em árvores, brincou no terreiro, montou em jumento e tudo mais que uma criança saudável faz naquelas bandas de lá.

No início da década de 70, a vida da mocinha mudou. O príncipe encantado apareceu no sertão e de lá tirou a mocinha carente e a trouxe pro mundo grande, mundo corrido, mundo diferente que, no início deixou a mocinha atribulada. O príncipe trabalhando à noite deixava a mocinha em casa. Nas noites geladas da Capital fria, ela pensava em voltar, pensava na sua vida vivida até ali.

Mas logo, o príncipe mudou sua vida novamente e semeou, na mocinha, a semente da felicidade e em 1975 sua vida tomou um novo rumo, agora a mocinha virou mãe e mostrou, ali, toda a sua benção, todo o seu motivo de existir! Ela, sem saber, se tornou a melhor mãe do mundo.

Dias passando, dias difíceis, príncipe trabalhando à noite, sementinha chorando, mas a vida, percebendo a garra e a força da mocinha mãe, mandou outro recado.

Em 1978 uma outra sementinha foi plantada e nasceu mais um fruto dessa união abençoada.

E é assim até hoje, príncipe trabalhando, sementinhas que viraram frutos já maduros e a mocinha mãe completa 59 anos de vida bem vivida, dedicada aos seus (príncipe e semetinhas).

É tanto amor que não cabe no coração na mocinha mãe, então, esparrama por aí, vai vivendo e pingando amor, derramando em quem ta perto... E eu, que não sou bôbo, estou sempre junto, lambuzando-me todo no amor que derrama.

Obrigado mocinha mãe, por tudo!

Amamos você.

Sementinha mais nova

21/05/2011.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tá cheio de pó isso aqui!!

Acho que o sossego do coração deixa a gente assim, meio sem graça. Quando estamos no meio das atribulações, no meio do mundo, do vendaval, não nos faltam coisas pra contar. A gente fala da gente, das coisas, do vento, do sol... Do banco bom de sentar... Enfim, mas com o coração bom e a cabeça quieta é difícil contar.

Atchiiimmm!!!!

Hoje vim passar o espanador, tirar a poeira, passar um pano, dar uma geral. Às vezes é bom acalmar. O acalanto desses dias recentes tem me feito bem, coloquei a cabeça no lugar, coração calmo é outra coisa. Das profundezas trouxe algumas coisas aqui pra superfície, usei algumas coisas, outras coisas descartei. Aqui ta bom, lá dentro também estava, mas nem sempre é bom ficar muito tempo dentro do mesmo lugar, ainda mais se esse lugar for dentro da gente.

Hoje estou aqui fora, vejo de lá pra cá e não daqui pra lá, como era antes. Amarrei aquele barquinho que me levava nas ondas, por aí. Hoje ando na terra, meio firme, continuo perto do mar, mas não dentro dele, fico na espreita, ligado nos seus movimentos. Estou de olho na frente agora, hoje até me peguei pensando no amanhã, olha que coisa!

É! As coisas até que mudam.

É isso.