quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vamos brincar?


Eu brinco de fugir, você brinca de achar.

Eu brinco de sorrir, você brinca de chorar.

Eu brinco de falar, você brinca de brigar.

Eu brinco de ser, você brinca de estar.

Eu brinco de ouvir, você brinca de calar.

Eu brinco de sair, você brinca de ficar.

Agora eu brinco só, e você onde está?

Eu quero um punhado de terra.

Como é que se tampa esse buraco?

Colocam a gente no mundo, mas não ensinam as coisas direito. A culpa não é de nossos pais, claro que não, ninguém os ensinou também, eles sabem tão pouco como a gente. Acho que deveria ter um manual, ou alguém, que, antes de nascermos, nos orientasse a respeito da vida!
Dizem pra sermos assim, assado, mas essas pessoas que nos dizem isso tudo, sabem o que é certo ou errado?

Como a gente tampa esse buraco?

Meu pai não sabe, já perguntei!
Minha mãe também não soube dizer ela apenas disse que ouviu uma música e lembrou de mim.
" Aonde for não quero dor eu tomo conta de você, mas te quero LIVRE também, como o tempo vai o vento vem" Ela achou essa parte minha cara, não entendi.

Padre? Pastor? Amigos? Cerveja? alguém se habilita?


Gente! O que fazer pra tampar o buraco?

Fui perguntar ao Bob ele disse:
“A resposta, meu amigo, está voando no vento. A resposta está voando no vento”.
Como sempre Bob foi confuso, não entendi nada!
E assim estou! Sem saber o que fazer pra tampar o buraco.

Pra que fazer assim?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tudo ao mesmo tempo agora!

Em frente ao computador, toca o telefone de casa, toca a campainha, toca o celular o MSN chamando, tudo ao mesmo tempo.

Deu pane!

Não atendi ninguém, deitei na cama e vi o mundo acabar, o celular continuou o telefone de casa também, eu não atendi, fiquei observando.
Na cama deitado, o som ligado! Fiquei esperando que tudo àquilo parasse. Nesse momento refleti na falta de privacidade que temos.
Não queria falar com ninguém, queria apenas ficar quieto, no meu quarto. A tecnologia ao nos conectar, nos distancia de algumas coisas boas. Ficar só, por exemplo.

Então peguei no sono no meio da tarde. Sonhei.

Sonhei que eu andava numa rua, todos me conheciam, diziam meu nome, e eu não conhecia nenhuma daquelas pessoas, eu andava num ponto mais alto, onde todas as pessoas pudessem me ver, foi horrível, logo eu que adoro uma janela fechada, um vidro escuro, uma luz apagada, adoro não ser notado, aquilo pra mim era um pesadelo.
A tecnologia me causou um pesadelo. Acordei assustado com alguém gritando meu nome no meu portão! Não sabia se era real, ou se ainda fazia parte da tormenta, continuei deitado tentando entender, o grito veio de novo! O cachorro latiu, acho que ele também chamava meu nome.
Como já não tinha atendido, telefones, MSN, campainha, também não atendi aos gritos no portão. Fiquei ali, deitado tentando entender.

Desculpem-me a todos que me chamaram e gritaram e ligaram, apenas por alguns minutos não quis participar desse mundo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A casa.


Passei naquela rua e avistei aquela casa...AQUELA CASA. Parei na porta, observei, e entrei. Por fora a casa era linda! Um belo jardim, cores bonitas, bem conservada, porém por dentro a casa era misteriosa. Muitas escadas, uma sala escura, misturando móveis antigos e novos, andei por ela. Alguns cômodos estavam fechados em alguns consegui entrar, muito poeira, escuridão, dava medo, em outros não entrei, nem quis tentar.
Passei a andar pela casa sentindo coisas jamais sentidas, às vezes alegrias, em certos cômodos eu sofria. Também sentia que a casa sofria, em certos quartos a casa não ficava feliz com minha presença, ela boicotava, apagava as luzes.
Decidi subir as escadas, elas me levaram ao topo, um lugar maravilhoso, alegre, cores lindas, eu me senti bem, deu vontade de ficar, não queria mais descer, o sótão me ensinou muito, aprendi verdades naquele lugar. Conheci-me era um lugar mágico, mas eu tinha que descer, se eu quisesse ficar na casa teria de conhecer tudo, fui aos fundos, um vazio imenso, varanda! Triste, a casa estava muito desgastada, foi sofrida pelos últimos moradores e por toda sua história. Lá embaixo fiquei com vontade de sair, abri a porta e a casa me puxou de volta, me alertou que àquilo ia mudar, uma reforma estava para acontecer, tudo ia ficar belo como o sótão. Eu tentei ficar mais, mas não consegui, não sei se fui fraco, medroso ou se realmente agi corretamente, corri, abri a porta e fugi de lá!

Hoje penso na casa com muito carinho, penso muito no sótão lindo, nas lições. Agora torço, que a reforma aconteça logo, que o próximo morador seja perfeito e cuide bem dela, ela merece.

Simplicidade!

A cobrança é diária: datas, horas, comportamentos, ligações, olhares, elogios.

Cobranças!

Na hora em que precisava, teve carinho? O colo tava quente? A paciência certa, foi na medida certa? Isso não conta né? Eu sei.
Quando você se sentiu mulher, aquele gozo foi real? O toque! A sensibilidade! O perfeito movimento! Existiu mesmo? Simples. Porém não notado.

Olhe para seu lado! Aproveite quem aí está.

Esta simplicidade fará falta, quando não tiver mais isso, continuará tendo àquilo que cobrou. Datas, horas, comportamentos, ligações, olhares, elogios, sempre existirão por aí! Fácil encontrar.

Queira o simples!
Seja o simples

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Visita ao avô.


Óh! tenha calma, você não disse que já passou por tanta coisa? Pra que essa pressa agora?
Carência, Solidão, são coisas que você não deveria falar. Lembra do seu passado? Aquele mais recente mesmo, lembra como era? Vale a pena? Siga seu rumo assim, do jeito que está agora, sem interferências, faça àquilo que você queria fazer, que sempre quis, vá! Não tenha medo, não tente sentir o que os outros sentem, sinta você, não sofra por antecedência, quer fazer? Faça!
Mas claro, como tudo na vida, cuidado, às vezes as pessoas não são aquilo que parecem. Saiba escolher aonde vai e com quem vai.

Não edite sua vida. viva ela completa, sem cortes, analise as imagens, olhe com carinho cada trecho do seu filme, principalmente seus erros, olhe-os, não corte, deixe assim, são eles que irão te fortalecer, são eles que farão com o que você, seja quem você é!

E o principal, seja você! Assim mesmo, desse jeito.

domingo, 26 de abril de 2009

Malabares Monetário.

(Quem não passou por isso, vai passar)


Dia 26. Conta no negativo desde o dia 15, a fatura do cartão chegou, o mínimo é o dobro do que eu achava que viria a fatura completa.


Péssimo, e a cerveja de quinta?

Em época de faculdade é assim mesmo, ganhamos pouco, pagamos demais. Tudo é muito caro, “tá” certo que neste semestre não teve muita xerox, mas e a cerveja?
Não! A cerveja não tem culpa não, nem vem!
Tem a gasolina, o pastel no intervalo, a grana com os trabalhos extra-classe, isso tudo gasta, a cerveja não é nada!
Ainda tem os passeios com a namorada, sábado e domingo, poxa! Isso sim gasta!
E quem pega ônibus? Condução é algo muito, muito caro.

Lembro um dia em que queríamos beber uma (apenas uma), cada um pegou suas moedinhas, nos fundos das mochilas, carteiras, bolsos e tudo mais. Faltou cinco centavos. E então algo mágico aconteceu, eu tinha certeza que não tinha nada! Absoluta certeza, mas como sou brasileiro e não desisto nunca, resolvi abrir o compartimento de moedas da carteira, e adivinhem? Uma moeda, única, sozinha, como se aguardasse sua hora de entrar no paraíso, seu valor era realmente digno de ir ao céu, CINCO CENTAVOS. A conta exata.

Fica e pergunta: o que faríamos com algumas moedas? Gasolina? Pastel? Xérox? A cerveja de quinta não faz mal a ninguém