terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eu e ponto.

Então eu vou ser eu, sempre. Como é ser eu?

Vou explicar...

Ser Eu é estar em casa numa Quarta-feira qualquer, dum dia assim... Qualquer também, nem chuva, nem Lua. Quarta assim sem graça mesmo.

Eu olho pro relógio, 21h30, férias da faculdade, sem jogo na TV, sem filme, sem nada.

Trinta e Dois Reais na carteira, o suficiente pra entrar (R$ 10.00) e beber algumas cervejas... No Bar predileto, onde tocam as mesmas músicas (prediletas) e aonde vai o povo de sempre, nem tanto prediletos.

Sendo eu normal, tomo banho super rápido, coloco aquela calça lá, tênis que todos sabem qual e uma camisa qualquer.

E lá vou Eu... E VAI eu também. Ouço a música predileta, bebo a Brahma predileta, vejo às pessoas, nem tão prediletas. Pronto! Tive mais uma melhor noite da minha vida.

Sendo eu...

Sábado à noite! Pessoas em polvorosa, MSN’s, rádios, celulares, campainhas, buzinas, tudo, todos. Parecendo formigas quando a chuva se aproxima...

Sendo eu, olho pro relógio, 21h30, ligo a TV, desligo no mesmo instante, Ligo o som, fico aqui por alguns minutos e Durmo. Sábado, 22h não estou mais nesse mundo.

Sou Eu.

Sendo Eu, não tenho regras, nem lógicas, não tenho padrão. Nem dia nem noite.

Saio meia noite pra trabalhar.
Chego do serviço 09h45 da manhã e durmo até quando quiser.

Enquanto eu...

Sou assim, meio esperto, meio bom, meio mal.

Mas ó... Sou normal, bem normalzinho.

Só não sei muito bem o que vim fazer aqui nesse planeta ainda... Mas sou normal sim.


"Não vão embora daqui.... Eu sou o que vocês são..."


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Segunda-feira nublada... Apertada, abafada.

Peito apertado...

Pensamento torto, sem fundamento. To assim hoje e não tem motivo algum, pois, tive um ótimo Domingo, dormi bem, porém, acordei desse jeito...

Você me disse:

“É assim mesmo, ninguém tem o dever de ficar bem sempre”.

É... Eu também diria o mesmo pra mim. (você sempre EXATA).

Passei o dia calado.
Pensando.
Olhando.

Cabeça solta.

Por que será?

”É encosto” diriam alguns.
“Reza um Pai Nosso”... Outros.
“Vamos beber uma que passa”... A maioria. Confesso que essa foi atraente.

Acordei assim. O dia foi assim, nublado, abafado. Querendo gritar... Contive-me.

Preciso voar... Mas primeiro preciso aprender como...



[sem musiquinha hoje].




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domingo, 6 de dezembro de 2009

Sem as medalhas da guerra.

E eu que pensei que...

Ah! Sei lá po, eu com meus preconceitos, esse meu recalque, experiências negativas ao longo desse tempo...

Sabe aquele lance de veterano de guerra que se assusta com bombinha?
Sabe aquele lance do gato escaldado?

É isso...

Todo cheio de cicatriz, paradigmas, normas e conceitos... Cheio de teorias.

Pois é, sendo esse assim, estava ali no lugar de sempre, as mesmas músicas, os mesmos olhares, o mesmo tipo, sendo o mesmo tipo, logo, o mesmo papo.

Eu, comigo, parado no mesmo canto, sendo normal.

Mas um dia desses decidi arriscar...

Vou abrir àquela porta, o mais legal de tudo isso, é que ninguém precisou se esforçar, foi tudo tão tranqüilo, suave, paciente. Com o maior cuidado do mundo. Perfeita.

O lance do singelo que tanto admiro agora tinha uma representação. E estava ali, ao meu alcance.

Rasguei o uniforme da guerra, joguei fora as medalhas que estavam fincadas no peito.

Agora do lado de ca, não penso mais em voltar. Abandonei aquele papo de:

“Mas...”
“E se...”
“Espere! Deixe-me...”.

Não tem mais.

Esses lugares de sempre... Mas que nem sempre têm pessoas de sempre...

Ah! Olha o que eu achei no meu bolso? Uma medalhinha da guerra. Vou trazê-la comigo, um trauma aqui... Outro ali, não há de fazer mal.



“Há um conflito um nó...
Eu difuso enfim...
Os pássaros vêm...
Me levar aí... Visitar o céu
E pra você levantar o véu pra mim.”

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sendo Nada para sentir Tudo.

Tênue... Sendo tênue.

Diminuído ao tamanho de uma formiga, bem pequeno, sendo assim, sou tênue, sou efêmero. Nesse momento um toque de um único fio de cabelo teu, será o suficiente para me balançar, continuo seguindo...

Sendo micro a sua respiração é um tufão, me leva me faz voar.

Sendo assim, desse jeito, sou capaz de sentir cada pedaço gigante teu. Cada fio de cabelo (uma floresta pra mim), cada ondulação do teu corpo são eternas dunas.

Sendo pequeno.

Percorro-te, vou conhecendo cada parte tua, demoro a chegar, sou pequeno, cada movimento teu é um terremoto pra mim, me seguro, me deito, pra não cair.

Sendo formiga posso te sentir...

Essa é a chave, ser pouco, ser tênue, ser efêmero, ser formiga. Sentir-te grande.

Um toque.

Um suspiro.

Um pequeno movimento.

Um piscar de olhos.

O barulho bom dos seus lábios...

São teus sinais... Que consigo captar... Sendo pouco.

Viu? Nem precisei ser gigante

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lição da Tarde

Podemos ver tantas coisas... Esses dias, sentado no banquinho (claro) vi um velhinho sentado no seu banco, o velhinho ficava olhando o mar, as pessoas que passavam logo a sua frente, olhava tudo bem olhado, às vezes ele sorria, às vezes ficava sério. Eu, daqui do meu lado achando àquilo fantástico. Um navio apitou! Apito forte, entrando na barra, o velhinho inesperadamente, levantou-se e acenou, fato engraçado, pois o navio estava a kilometros de distância.

Sensacional.

Logo ele sentou novamente, uma moça passeava com uma criança, um garotinho de no máximo 2 anos, o velhinho arrumou os óculos, arrumou-se no banco e ficou olhando (entusiasmado), e eu daqui tentando entender...

A moça se aproximou...

O velhinho paralisou...

O garotinho de mãos dadas à moça, andava vendo seus próprios pezinhos, se descobrindo ainda...

Frente a Frente.

O velhinho sorriu e falou algo a moça...

A moça retribui o sorriso e repentinamente entregou a mão do bebê ao velhinho... O velhinho ensaiou alguns passos, mas o bebê não acompanhou e chorou...

O velhinho assustou-se e entregou o bebê novamente à moça... Eles seguiram.

O velhinho... Tirou os óculos, limpou os olhos (ele chorou?)... Ele se virou e percebeu que eu olhava toda a cena (não faço a menor idéia da cara que eu tava) percebi o velhinho sem graça... Levantou-se e saiu...

Minha aula também tinha acabado ali, levantei e saí.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desabalada carreira...

Andando embalado, numa descida, quando penso em parar algo me empurra...

Vou descendo a ladeira...

Agora correndo...

Não sei onde a ladeira vai dar... Nem vejo nada a minha frente... Vou seguindo...

Cantarolando: “Cento e dez, cento e vinte, sento e sessenta, só pra ver até quando o motor agüenta”...

Vou correndo... O chapéu de ontem caiu... Está rolando na rua... A flor do paletó espedaçou com a força do vento...

Vou descendo... Alguns obstáculos aparecem, desvio numa perfeição de dar inveja ao recordista mundial de corrida com obstáculo (que não sei quem é).

Claro! Meu dom de ser desastrado trago comigo, então vou tropeçando, derrubando latas, pessoas, pedindo desculpas, mas seguindo... Sigo.


Ali na frente... Bem na frente, vejo uma pessoa... Correndo também, estará correndo de mim? Não sei, vou atrás, vou seguir, vamos ver onde vai dar...



[Estamos vivos e isto é tudo é, sobretudo, a lei, dessa infinita Highway].






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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fragmentos da volta ao serviço, da hora do almoço, da cabeça confusa.

Ó... Veja como ele bate forte, Viu? Pois é! Estou vivo. Por estar vivo, eu sinto, sentindo, reajo, reagindo, me fecho, me calo... Esse é meu modo.






“Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração quando fala comigo, quando eu sei ouvir”.




[Voltei ao serviço, Dezembro mês corrido, tempo sem tempo, isso é um pouco do que há em minha cabeça HOJE].


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