Não... Não vou ligar não...
Nem vou lá também não... Vou ficar aqui na minha... Se o telefone tocar a caixa postal atende... Deixe recado... Não vou retornar.
Nem pense que vou passar aí não... Nem me espere. Vou passar direto.
Sou ruim meu! Sou malvado.
Não me apego. Não me apanho.
Quando der vontade vou ligar, se quiser me atender bem, se não atender, azar o TEU.
Não perderei um minuto do meu precioso tempo em vão. Ah! Não vou mesmo.
Foi bom aquilo né? E não foi nada, poderia ser melhor. Eu faço você fazer o que eu quiser comigo, portanto mocinha, tome cuidado.
Não vou dizer que gostei, vou ser frio, calado, talvez até eu seja bicho.
Daí pra baixo.
Vou marcar às 22h e chegarei 23h30 bêbado. Reclamando. Nem aí pra você.
Bacana não?
Ah! A bolhinha de sabão?
Simples, só fechar a mão e estoura-la.
Depois de tudo isso eu acordo e volto pro meu mundo de cara bobo.
"Não tenho pressa, mas tenho um preço e todos têm um preço e tenho um canto. Um velho endereço. O resto é com vocês.O resto não tem vez".
.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Sem apertar.
Ela apareceu bem na minha frente... Toda singela... Sorriso misterioso... Olha fixo ao meu... Ela era tão colorida... Tão... Tão... Ah! Toda linda.
Aí! Eu todo encantado... Levantei minha mão, palmas pra cima e fiquei parado.
Mão parada...
Ela olhando, fazendo graça...
Mão parada...
Ela chegando... Colorida... Voando...
Mão parada (fingindo que nada queria)...
Ela chegou... Com a maior sutileza do mundo e pousou bem na palma da mão.
Bolhinha Colorida! De onde você veio?
Bolhinha Colorida do sorriso lindo...
Agora ando por aí todo feliz...
Eu e a Bolhinha Colorida... Ando com a mão espalmada... Não aperto, não seguro.
Deixo a mão aberta... Quando ela quiser boiar por aí... Ela vai.
Por enquanto ela ta aqui... Olhando-me... Tão transparente, me vejo em seus olhos... Às vezes ela finge que vai... Se mexe... Eu me preparo para o Tchau... Mas ela me engana e chega bem pertinho e me “beija” Fico com a boca molhada... Ela gosta dessas coisas.
E vou levando...
Eu e a Bolhinha Colorida.
Aí! Eu todo encantado... Levantei minha mão, palmas pra cima e fiquei parado.
Mão parada...
Ela olhando, fazendo graça...
Mão parada...
Ela chegando... Colorida... Voando...
Mão parada (fingindo que nada queria)...
Ela chegou... Com a maior sutileza do mundo e pousou bem na palma da mão.
Bolhinha Colorida! De onde você veio?
Bolhinha Colorida do sorriso lindo...
Agora ando por aí todo feliz...
Eu e a Bolhinha Colorida... Ando com a mão espalmada... Não aperto, não seguro.
Deixo a mão aberta... Quando ela quiser boiar por aí... Ela vai.
Por enquanto ela ta aqui... Olhando-me... Tão transparente, me vejo em seus olhos... Às vezes ela finge que vai... Se mexe... Eu me preparo para o Tchau... Mas ela me engana e chega bem pertinho e me “beija” Fico com a boca molhada... Ela gosta dessas coisas.
E vou levando...
Eu e a Bolhinha Colorida.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Redenção.
Abri os olhos... Gosto de terra na boca... Vista embaçada... Luz do dia cegando-me.
Dor no peito, dor no corpo.
Levantei e sentei, olhei ao redor, um buraco frio e escuro. Mancha de sangue na farda. Altura do peito.
Susto.
Não quis tocar com medo de estar ferido, cabeça zonza, a mochila com toda a tralha e minha super faca ao lado.
Como caí aqui?
Será que fui capturado?
Será que pulei?
Cabeça vazia.
Olhei pra cima e vi uma ponta de corda, um palmo de corda. Enrolei-a ao punho esquerdo, puxei, consegui erguer meu corpo e o puxei com o braço direito, apoiei meu corpo com as pernas (doloridas) na rocha... Fui subindo, subindo...
Saí da gruta. Senti o Sol do dia, que dia é hoje? Que tempo? Onde?
Perguntas...
Subi.
A corda acabou, alcancei uma parte plana da rocha, rocha perfurada. Vou escalar...
Escalei.
Peito dolorido. Corpo atrofiado. Quanto tempo permaneci ali? E a guerra acabou será?
Alcancei o cume.
FÊNIX.
Sorri pro sol, pro céu, pro vento.
O vento batendo em meu rosto. Liberdade?
Abri minha camisa, verifiquei o suposto ferimento. Nada! Apenas um sinal e o sangue na blusa.
Cortei um pedaço da corda e a trouxe comigo, lembrança da redenção.
Vento forte aqui no cume. Peito nu. Retirei às botas. Dia quente.
De onde vem esse vento? Do norte? Do Sul? Deixei minha super faca com bússola lá embaixo.
Não quero saber de onde vem o vento nem pra onde vai.
Agora daqui de cima vejo o mundo pequeno. Sinto paz. Vou ficar aqui balançando as pernas no cume da montanha. Camisa aberta. Calça dobrada. Pés descalços.
Fim da guerra. Não ouço aviões... Nem explosões.
Acabou.
“Eu não estou interessado em nenhuma teoria, nem nessas coisas do oriente, romances astrais. A minha alucinação é suportar o dia-a-dia e meu delírio é a experiência com coisas reais”.
.
Dor no peito, dor no corpo.
Levantei e sentei, olhei ao redor, um buraco frio e escuro. Mancha de sangue na farda. Altura do peito.
Susto.
Não quis tocar com medo de estar ferido, cabeça zonza, a mochila com toda a tralha e minha super faca ao lado.
Como caí aqui?
Será que fui capturado?
Será que pulei?
Cabeça vazia.
Olhei pra cima e vi uma ponta de corda, um palmo de corda. Enrolei-a ao punho esquerdo, puxei, consegui erguer meu corpo e o puxei com o braço direito, apoiei meu corpo com as pernas (doloridas) na rocha... Fui subindo, subindo...
Saí da gruta. Senti o Sol do dia, que dia é hoje? Que tempo? Onde?
Perguntas...
Subi.
A corda acabou, alcancei uma parte plana da rocha, rocha perfurada. Vou escalar...
Escalei.
Peito dolorido. Corpo atrofiado. Quanto tempo permaneci ali? E a guerra acabou será?
Alcancei o cume.
FÊNIX.
Sorri pro sol, pro céu, pro vento.
O vento batendo em meu rosto. Liberdade?
Abri minha camisa, verifiquei o suposto ferimento. Nada! Apenas um sinal e o sangue na blusa.
Cortei um pedaço da corda e a trouxe comigo, lembrança da redenção.
Vento forte aqui no cume. Peito nu. Retirei às botas. Dia quente.
De onde vem esse vento? Do norte? Do Sul? Deixei minha super faca com bússola lá embaixo.
Não quero saber de onde vem o vento nem pra onde vai.
Agora daqui de cima vejo o mundo pequeno. Sinto paz. Vou ficar aqui balançando as pernas no cume da montanha. Camisa aberta. Calça dobrada. Pés descalços.
Fim da guerra. Não ouço aviões... Nem explosões.
Acabou.
“Eu não estou interessado em nenhuma teoria, nem nessas coisas do oriente, romances astrais. A minha alucinação é suportar o dia-a-dia e meu delírio é a experiência com coisas reais”.
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sábado, 26 de dezembro de 2009
Natal!!
Atento!
Cauteloso!
Andando em cascas de ovos...
Indo pela beirada... Pra não deixar rastros e não quebrar a telha.
Ano novo chegando... E esse novo ano será um dos melhores, se não o melhor!
Motivos pra isso tenho... É só ter cautela.
E o natal? Ah! deixa pra la.
Cauteloso!
Andando em cascas de ovos...
Indo pela beirada... Pra não deixar rastros e não quebrar a telha.
Ano novo chegando... E esse novo ano será um dos melhores, se não o melhor!
Motivos pra isso tenho... É só ter cautela.
E o natal? Ah! deixa pra la.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Volto Logo.
.... Mosaicado.
tem peça jogada pra todo lado.
quando eu juntar alguma coisa aqui.... Apareço.
tem peça jogada pra todo lado.
quando eu juntar alguma coisa aqui.... Apareço.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Vento do litoral
O toque.
O tato.
O aperto.
A pele.
O perfume.
A mão... Que toca.
A boca bonita.
Além de bonita diz...
Beija...
Cala...
Sorri... Ah! Boca bonita sorrindo...
Na noite nublada... Senti o vento.
Vento bom.
Vento que vem daqueles lados de lá... Ó... De lá.
Vento que vem... Do nada. Que chega sem perguntar se pode.
Vento que faz a gente sentir sua presença.
Presença.
O vento faz a gente sentir sua presença. Ele toca a gente. De leve, mas toca.
To aqui, sentado, sentindo o vento, ta quente, quente de verão aqui no litoral, calor que eu não gosto, queria sentir o frio do Sul.
Mas não posso.
Então, fico aqui à sombra sentindo o vento quente e úmido que vem dali.
Lembrei desta:
“ventos que arrombam janelas e arrancam porteiras...”
O tato.
O aperto.
A pele.
O perfume.
A mão... Que toca.
A boca bonita.
Além de bonita diz...
Beija...
Cala...
Sorri... Ah! Boca bonita sorrindo...
Na noite nublada... Senti o vento.
Vento bom.
Vento que vem daqueles lados de lá... Ó... De lá.
Vento que vem... Do nada. Que chega sem perguntar se pode.
Vento que faz a gente sentir sua presença.
Presença.
O vento faz a gente sentir sua presença. Ele toca a gente. De leve, mas toca.
To aqui, sentado, sentindo o vento, ta quente, quente de verão aqui no litoral, calor que eu não gosto, queria sentir o frio do Sul.
Mas não posso.
Então, fico aqui à sombra sentindo o vento quente e úmido que vem dali.
Lembrei desta:
“ventos que arrombam janelas e arrancam porteiras...”
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Segunda-feira clara.
E não é que deu certo?
É só a gente querer... Esperar... Iluminar. O caminho ficou tão mais claro agora... Vi tudo direitinho.
Das recentes aquisições... Girocóptero, venda, capacete-lanterna, este último foi de grande valia.
No caminho iluminado enxerguei longe... Tive resultado prático.
Agora... Esperto que sou... Vou permanecer com o coração vendado, óculos meio embaçados e lanterninha ligada.
Dessa vez eu sei o que vou fazer direitinho. Não machucarei o punho na mesma ponta de faca.
“Por eu ser só um. Ah nem! Ah não. Ah nem dá...”.
É só a gente querer... Esperar... Iluminar. O caminho ficou tão mais claro agora... Vi tudo direitinho.
Das recentes aquisições... Girocóptero, venda, capacete-lanterna, este último foi de grande valia.
No caminho iluminado enxerguei longe... Tive resultado prático.
Agora... Esperto que sou... Vou permanecer com o coração vendado, óculos meio embaçados e lanterninha ligada.
Dessa vez eu sei o que vou fazer direitinho. Não machucarei o punho na mesma ponta de faca.
“Por eu ser só um. Ah nem! Ah não. Ah nem dá...”.
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